Teoria Literária

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Escola sexualizada ou profanação da infância? De como os legisladores não têm noção do que estão propondo… — Necrotério Escolar

Entrevista com o Prof. Dr. Diógenes Buenos Aires de Carvalho sobre sexualidade e educação.

via Escola sexualizada ou profanação da infância? De como os legisladores não têm noção do que estão propondo… — Necrotério Escolar

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HOMENS DE PAPEL É “DA HORA”: meritocracia, política e educação

Novo projeto…

Necrotério Escolar

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Não tem sido fácil para a imprensa lidar com o boicote dos intelectuais brasileiros. Discursos conservadores, preconceituosos, que tentam convencer a qualquer custo a sociedade de que a tal da meritocracia existe e que o iminente impeachment não é golpe, estão sendo disseminados vertiginosamente. Figuras que se travestem de uma seriedade e outras que antes beiravam os limites da bizarrice, passam, agora, a nos serem vendidas como heróis. Estou falando, é claro, de Sério Moro, Eduardo Cunha, Temer, Bolsonaro, Aécio Neves e até Paulo Maluf, que se articulam sistematicamente para tomar o poder, seja por meio jurídico, fazendo uso de argumentos pseudodemocráticos – porque defendem um impeachment de uma presidenta legitimamente eleita e que não é acusada por razões palpáveis em nenhum processo –, ou mesmo pela força, afinal de contas, não é raro ver um ou outro se referir à Ditadura Militar em tom saudosista.

Felizmente, boa parte da

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Partilhar o saber: formar o leitor – Veléria Pereira e Nilton Ponciano

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APRESENTAÇÃO

 

Notas em torno de um tema permanente.

 

As pesquisas dos últimos vinte anos aceleraram a discussão em torno da formação de leitores, que deixou a órbita da mera alfabetização – em crise efetiva e generalizada que compromete toda a escolarização dos jovens – para se constituir uma área de estudos relevante, complexa no sentido proposto por Morin, além de efetivamente interdisciplinar. Seus efeitos se prolongam muito além da vida escolar e repercutem com impacto sobre a sociedade em perspectiva renovada de cidadania na qualificação da vida pessoal, no horizonte da criatividade, no campo do trabalho.

Sem leitura como uma experiência constitutiva da (inter) subjetividade, diante da avassaladora quantidade de informação nivelada acriticamente, fragmentária, desvinculada muitas vezes do contexto em que precisa funcionar, o indivíduo se torna presa fácil das contradições que o aprisionam tanto nas afetividades epidérmicas quanto na ausência de reflexão para o discernimento.

A leitura tem-se revelado condição inalienável para o domínio da palavra oral e escrita no mundo contemporâneo, propiciadora de oportunidades para o autoconhecimento, para um acercamento mais efetivo das realidades que envolvem a vida e as relações sociais, para a análise e a expressão crítica de pontos de vista diferenciados, em linguagens múltiplas, artísticas ou não. A leitura consolida um hábito reflexivo que fortalece um proceder atento às sutilezas dos discursos. A leitura azeita o pensamento, concebida deste lugar, em que os sentidos e a interpretação não são meras concessões, mas construções permanentemente ligadas à vida e ao repertório dos sujeitos, tornando-os partícipes da história, ainda que pequena, construída pelos homens.

A obra de Valéria Pereira e Nilton Ponciano é, de fato, uma longa conversa sobre as interfaces da leitura sob o foco da cultura: há que falar da narrativa, da escrita, da história, da oralidade, das linguagens que constituem redes sistêmicas em que se movem os sujeitos; o contexto histórico, social e político das práticas e a decorrente reflexão teórica que embasa e que se delineia a partir do acompanhamento crítico das ações. A prática leva a uma teorização se descobre na base do agir, permitindo a correção de pressupostos e a avaliação das atividades.

O trabalho aqui apresentado tem a seriedade de começar pela apresentação ao leitor da obra, a realidade, tomada de forma analítica, no recorte de uma cidade e sua história em Fátima do Sul (MS). O processo se inicia pela partilha do enfoque, dos conceitos, do poder criador que a palavra humana dispõe desde que, Gênesis, tomou-se a palavra como criadora de mundos. Com rigor, sem pedantismo acadêmico, com uma linguagem acessível a pesquisadores iniciantes, as narrativas primeiras apresentam os fundamentos deste périplo teórico-metodológico, garantindo um enquadramento do olhar de quem busca, nas narrativas terceiras, um caminho para pensar a formação de leitores e os seus obstáculos neste contexto.

A pesquisa assim localizada não perde o valor mais universal que possa ter para leitores mais distantes deste contexto geográfico, contudo próximo na vertente antropológica, cultural e social.

A leitura do relatório-pesquisa se faz como a de um ensaio estabelecido sobre a vivência efetiva das situações que vão sendo apresentadas ao longo dos capítulos; estes, tematicamente, aproximam-se dos problemas que afligem o campo das leituras verbal e não-verbal, num universo multicultural, em que convivem, em oferta, níveis diversos de apropriação da cultura.

O trabalho não se fecha, mas amarra algumas questões, fios de uma rede que se vai tecendo à medida que a reflexão avança criticamente. As práticas avaliadas, retomadas, revistas, dão ao leitor deste livro a segurança de caminhar acompanhado em suas dúvidas, obstáculos, possibilidades. O exercício proposto dos círculos de leitura para a formação de leitores universitários, muitas vezes desprovidos de sua própria herança cultural, entrelaçada às modernas mídias, oferece uma contribuição substantiva e uma metodologia revisada, além de amparada teoricamente, à condução de “resgate” da experiência leitora de jovens analfabetos funcionais.

A narrativa de fundo, uma narrativa segunda, do pensamento dos autores-pesquisadores, também se oferece como modus operandi do exercício de fazer e pensar.

Eliana Yunes

 

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Teoria da literatura em suas fontes Vol. 1 e 2 — Costa Lima (Org.)

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Sinopse

TEORIA DA LITERATURA EM SUAS FONTES, organizado por Luiz Costa Lima, é o único livro em língua portuguesa que se propõe a apresentar um panorama da reflexão teórica sobre a literatura. A obra, publicada pela primeira vez em 1975, chega a sua terceira edição com algumas modificações. A coleção de 23 textos, distribuídos em seis seções – problemas gerais, a estilística, o formalismo russo, o new criticism, a análise sociológica, o estruturalismo – ganha novo caráter gráfico e algumas alterações de conteúdo: o aumento radical da primeira seção, a introdução sobre as estéticas da recepção e do efeito, a substituição de textos antes incluídos e o expurgo da introdução geral, tanto por apresentar uma visão demasiado particularizada da teoria da literatura, quanto por conter uma reflexão hoje demasiado datada. Assim, do total dos 24 textos da primeira edição de TEORIA DA LITERATURA EM SUAS FONTES, são mantidos 19, alguns seriamente revisados; além disso, foram acrescentados outros 13, que, não contando o posfácio, formam um conjunto de 32 textos. Cada um dos tópicos apresentados desde a primeira seção permitiria pelo menos um volume da extensão desta obra inteira. Esta antologia compreende tanto textos não dominantemente teóricos quanto basicamente teóricos. Uma obra imprescindível, dada a situação calamitosa do ensino de teoria da literatura nos cursos de letras. É no interior deste círculo de carências que o livro pretende atuar, pondo à disposição do leitor textos relevantes das diversas maneiras de refletir sobre a literatura. Nascido em 1937, o maranhense Luiz Costa Lima é autor de quinze obras de análise literária, entre as quais Lira e antilira, Limites da voz, O controle do imaginário, Mímesis e modernidade e Terra ignota: a construção de Os sertões. Eleito um dos cinco melhores críticos literários do país por uma comissão de escritores e intelectuais formada pelo suplemento Idéias, do Jornal do Brasil, em 1989, Luiz Costa Lima é também professor titular do Departamento de Letras da UERJ e faz parte do programa de pós-graduação de História da PUC / RJ.

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Vol. I     http://www.4shared.com/office/x201JFic/teoria_da_literatura_em_suas_f.html

Vol. II   http://www.4shared.com/office/EnNOBjfG/

 

“Irene, a teimosa”, por Sharmilla O’hana

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Sharmilla O’hana[1]

Confesso que nunca tinha ouvido falar no filme Irene, a teimosa/ My man Godfrey. De 1936, traz Carole Lombard e William Powell como protagonistas. Irene Bullock, uma jovem rica e mimada, acaba conhecendo Godfrey Smith, um mendigo bonitão e sarcástico. Em uma situação totalmente inusitada, ele aceita o emprego de mordomo na casa dela. O filme me surpreendeu, não por acaso foi indicado a 6 Oscar. É muito divertido e os diálogos são muito inteligentes. Segue um – quando Irene conhece Godfrey no Lixão:Irene: Could you tell me why you live in a place like this when there’s so many other nice places?

Godfrey: You really want to know?

Irene: Oh, I’m very curious.

Godfrey: It’s because my real estate agent felt that the altitude would be very good for my asthma.

Além de um aspecto cênico ou técnico que me chamou a atenção – o figurino belíssimo, devo mencionar a influência no espectador, devido ao momento vivido na época. Irene, a teimosa foi lançado no período da “reconstrução” da moral estadunidense, rebaixada com a depressão econômica, iniciada dez anos com a quebra da bolsa de Nova York. O cinema hollywoodiano da época promovia o otimismo. A mensagem principal era a de alguem que conseguia se recuperar de uma crise, geralmente econômica. Alexander, pai de Irene, se diz falido mas consegue reaver o patrimônio perdido com a ajuda do mordomo, ex-mendigo, que soube poupar seu salário.

O grande trunfo do filme são seus interpretes. Os coadjuvantes são maravilhosos, concentrados em seus papeis de loucos. A narrativa se desenvolve, em grande parte, na mansão dos Bullock – um pai preocupado com as finanças, uma mãe totalmente biruta que só pensa em gastar, seu fiel companheiro também biruta e gastador da fortuna que não é sua, uma filha conscientemente sã e outra completamente insana ou teimosa – como quer o terrível título em português.

Pois bem, é com Irene que concluo este post. A melhor atuação do filme, Carole Lombard morreu aos 34 anos em 1942. Começou no cinema aos 12 e fez alguns curtas até a decada de 1930, que lhe tornou famosa e admirada, principalmente por seu talento. Sua descrição em minha enciclopédia como “[…] uma comediante sublime, dotada de inteligência e personalidade” já é um convite para todos os seus filmes. Foi casada com William Powell, o Godfrey, de quem já estava divorciada quando fizeram o casal protagonista de quem falo aqui. Morreu ao lado de seu então cõnjugue, Clark Gable, um ator execelente. O filme que ele fez com a… Opa! Assunto para outro post. To be continued…


[1] 1001681_1394136597470818_1665541702_nSharmilla O’hana é mestre em Letras, Pela Universidade Federal do Piauí e professora substituta do Departamento de Letras da UFPI.

Licença Creative Commons
O trabalho “Irene, a teimosa, por Sharmilla O’hana” de Sharmilla O’hana está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://teoliteraria.wordpress.com/2014/02/02/irene-a-teimosa-por-sharmilla-ohana/.

O muito no pouco

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Hojé é o 6º dia da disciplina Leitura e Produção de Textos I do curso de Letras/Português-Parfor-UFPI, campus Parnaíba. O nosso desafio foi conhecer narrativas modernas e, claro, que o miniconto não poderia ficar de fora, afinal, a cada dia ele se populariza cada vez mais. Bom, fiquei muito feliz com os resultados. Apesar de não ser especialista em miniconto, apenas apreciador, julgo que alguns se saíram bem. Seguem abaixo as produções. Boa leitura!

Foi assim

Aquelas mãos deslizando em meu corpo, faziam meu coração bater forte. Apesar de tudo isso, não consegui chegar lá. Suei frio e disse: hoje não.

(Francisco Gilberto)

Reencontro

Seis anos se passaram. Genoveva e Ludovico se reencontraram. O amor voltou. A felicidade se fez presente. Um padre os abençoou.

(Adriana de Sousa)

Um minuto

Por um minuto pensei que tudo iria acontecer, mas o telefone tocou: meu amor se foi e não mais voltou.

(Maria Goretti)

Acabou

Anos namorando. Uma amiga e uma traição. Chega o perdão. O amor volta. Juntos, outra vez. Desentendimentos. Desconfiança. Uma viagem. Tudo acabou.

(Daiane Moura)

Paixão ardente

Que belo dia aquele que nos conhecemos. Enamoramo-nos apenas por olhares e chegamos ao altar.

(Liliane Maria)

Intensidade

Vi-me envolvida em teus lençóis, em teu corpo, em teu olhar avassalador, e em teu peito descansei.

(Amparo Cunha)

No limite

Sala grande e arejada, escola bem situada, a presença dos motores e esse cheiro questionado com a vontade de dizer: não aguento mais!

(André Rodrigues)

Beijos

Nos teus beijos me perdi. Agora, encontro-me completamente apaixonada por você.

(Kátia Rodrigues)

Adeus

Meu amor se foi, sem dizer adeus. Mais tarde volta a me procurar. É tarde! Já sou amada.

(Carliane Santos)

Espera

Uma mãe e duas filhas que há dez anos não se viam. Uma aparição revelou que o dia do reencontro chegou. Verdade! O dia chegou.

(Jacira Carvalho)

Intenso

Corpo quente, fogo ardente, mãos suadas deslizando no meu corpo nu. Finalmente… AMOR.

(Ana Paula)

O dono das esmeraldas

Um olhar. Um encanto. Foi assim que você me conquistou.

(Milana Karina)

Será?

Comecei a te amar, mas tuas atitudes fizeram aos poucos me desgastar. Hoje sou outra.

(Sueli Maria)

Um dia…

Pensei dias e noites, entre quatro paredes, naquele momento que ficou para trás.

(Toinha Ferreira)

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O trabalho O muito no pouco de Jhonatas Geisteira (Org.) está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

Fragmentos de história piauiense em um conto

Por Jhonatas Geisteira[1]

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Vencedor do Concurso Contos de Teresina (2009), Memórias das Dores, de Glauber Teixeira, é uma síntese dos anos de chumbo no Piauí. A preocupação e o primor no tratamento da historicidade da narrativa fez com que o conto marcasse a estreia do jovem escritor no mundo das letras piauienses.

Narrativa rica de detalhes sócio-históricos, chega a quase convencer o leitor de que as experiências pessoais de Pe. Francisco são, no limite, as de seu autor, ou até mesmo de que o conto se trata de um roman à clef, se não fosse a nota introdutória: “Este conto trata-se de uma ficção especulativa fundada em razoáveis dados reais” (TEIXEIRA, s.d., s.p.). Entretanto, o leitor perspicaz, atento à jovialidade do escritor e à nota do autor, logo percebe que a engenhosidade narrativa nada mais é do que fruto de uma exaustiva pesquisa histórica, que traz à tona costumes, profissões e nomes de bairros que já caíram no esquecimento do piauiense.

O conto retrata a sociedade misógina local, especialmente por meio das figuras das prostitutas e da mãe do herói, Antônia, que foi abusada por um grupo de homens e abandonada pelo próprio pai após ter ciência do acontecido. No entanto, a misoginia não oprime apenas as mulheres, mas também aqueles que se propõem a ajuda-las. É o caso de Pe. Francisco que, após recepcionar em sua casa, durante a madrugada, meretrizes que desejam se confessar, torna-se vítima das perseguições sociais e políticas. O relato de uma dessas prostitutas, Maria da Luz, desenvolve uma função peculiar no conto, não apenas sendo meramente figurativa, uma vez que faz mossa no herói e ativa a memória de sua própria existência.

Essa confissão retoma o início do texto, quando a mãe de criação de Pe. Francisco, a rezadeira Raimunda, decide, quando o jovem completa quinze anos, revelar que ele foi concebido por meio de um estupro coletivo. A história de Maria da Luz faz com que Pe. Francisco perceba que a vergonha da sua existência é irrelevante face à confissão da meretriz. Dessa forma, mais conformado com sua história, passa a receber prostitutas, de diferentes bordéis, em sua casa. Esse fato desencadeia um burburinho que chega aos ouvidos de Pe. Cosme, superior de Francisco, que ordena que cesse com as confissões.

Maria da Luz, então, se envolve amorosamente e foge com o dono do bordel Boca de Luxo, Carlos Quaresma, personagem declaradamente comunista. Com isso, Pe. Francisco passa a ser alvo de perseguição política, por ser suspeito de ser comunista e conspirar contra o regime. O desfecho da trama fica para o leitor conferir. O autor disponibilizou, gratuitamente, o conto no Scribd, que pode ser acessado através do link: http://pt.scribd.com/doc/45179543/Memorias-Das-Dores.

O conto Memórias das Dores, do ponto de vista da tradição literária piauiense dos anos de chumbo, se aproxima das experiências do professor Jeremias, do romance Os que bebem como os cães, de Assis Brasil, todavia, a principal diferença é que o segundo texto é essencialmente literário, o que não anula o diálogo com a história, e o primeiro transita entre o literário, o relato histórico, beirando, em alguns momentos, ao formato best seller. Algumas gorduras comprometem a fluidez do texto, como as excessivas explicações da vida do protagonista e as contextualizações históricas, uma vez que tornam o conto demasiado, desprezando o horizonte de expectativa do leitor e o impedindo de fantasiar, característica primordial para um texto ser literário.

Apesar disso, o narrador consegue, com destreza, prender o leitor até o desfecho da trama, revelando uma Teresina viva, real e, ao mesmo tempo, opaca e fuliginosa, o que condiz com a estrutura social da época, despojando até mesmo a Igreja. Essas singularidades colocam o conto no limite entre o literário e o relato histórico, alçando Glauber Teixeira ao rol dos mais talentosos autores piauienses contemporâneos, ao lado de escritores como Vanessa Trajano, Adriano Lobão e Ajosé Fontinelle. Certamente, Memórias das Dores não faz parte da fina flor da literatura piauiense, mas se tornou leitura indispensável para conhecer, com certas sutilezas, um pouco da história do Piauí.


[1] 295740_10150348512099297_2142022617_nMestre em Estudos Literários, pela UFPI, contista e crítico de literatura.

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O trabalho Fragmentos de história piauiense em um conto de Jhonatas Geisteira de Moura Leite está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://teoliteraria.wordpress.com/2014/01/04/fragmentos-de-historia-piauiense-em-um-conto/.