Teoria Literária

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Arquivo mensal: dezembro 2013

Digestivo cinematográfico:

Sra. Eve Evil, mantenha distância!

Por Sharmilla O’hana

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Se é a melhor interpretação de Bette Davis, eu não sei. Afinal, ela ganhou dois Oscar por filmes feitos na década de 1930. O que posso dizer é que ela é uma excelente atriz, segura em seu papel, e não merecia menos que uma indicação ao mesmo prêmio. Pois bem, A malvada/ All About Eve recebeu 14 e ganhou 6. Anne Baxter deu vida a uma das garotas mais sonsas do cinema, louca para subir na vida e tomar o lugar de uma pessoa em específico.

1381158_1417750258442785_1794938658_nSeu plano não duraria, chantageando todos, termina sozinha – rica e famosa, é verdade – mas completamente só. Até aparecer Phoebe, o fôlego de sua decadente vida pessoal. (In)felizmente, aparece Phoebe para repetir seus feitos e lhe tirar tudo. Mrs. Eve Evil, aqui se faz, aqui se paga. O filme ainda tem um figurino magnífico, pena que é em preto e branco, mas consigo imaginar a cor do vestido de Eve quando ela recebe o prêmio no início. Devo também mencionar seu discurso – na minha opinião a parte mais emocionante de todas. Segue um trecho:

“Honored members of Sarah Siddons Society, distinguished guests, ladies and gentlemen: What is there for me to say? Everything wise and witty has long since been said – by minds more mature and talents far greater than mine. For me to thank you as equals would be presumptuous – I am an apprentice in the Theater and have much to learn from you all. I can say only that I am proud and happy and that I regard this great honor not so much as an award for what I have achieved, but as a standard to hold against what I have yet to accomplish.”

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Além da voz rouca de Bette, música para os meu ouvidos, o filme conta com a participação de Marilyn Monroe, interpretando o papel que ela sabe melhor. Registro também que o recorde de indicações ao Oscar durou até 1998 – Titanic igualou-se a obra de Joseph Mankiewicz. Isso a parte, a reflexão que A malvada/ All Abou Eve nos propõe é: os fins realmente justificam os meios? Por fim, encontrei uma resenha linda, super divertida, escrita por Lívia Amaral em 2012, publicada nesta páginahttp://www.cinelogin.com.br/cinema/a-malvada-e-o-papel-da-mulher-no-cinema-e-na-vida. Se alguém quiser, dá uma conferida:

“Sabe as vilãs das novelas e dos filmes? Praticamente todas tem influência de Eve Harrington, a primeira grande cobra sonsa do cinema, aquela que se faz de pura, inocente, que tanto ajuda, mas está na verdade apenas estudando o objeto de desejo e/ou inveja, para conquistar seu objetivo, passando por cima de quem precisar.”

Perfecto!

Licença Creative Commons
O trabalho “Sra. Eve Evil, mantenha distância!” de Sharmilla O’hana está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://teoliteraria.wordpress.com/2013/12/22/digestivo-cinematografico/.

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