Teoria Literária

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Teoria da literatura em suas fontes Vol. 1 e 2 — Costa Lima (Org.)

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Sinopse

TEORIA DA LITERATURA EM SUAS FONTES, organizado por Luiz Costa Lima, é o único livro em língua portuguesa que se propõe a apresentar um panorama da reflexão teórica sobre a literatura. A obra, publicada pela primeira vez em 1975, chega a sua terceira edição com algumas modificações. A coleção de 23 textos, distribuídos em seis seções – problemas gerais, a estilística, o formalismo russo, o new criticism, a análise sociológica, o estruturalismo – ganha novo caráter gráfico e algumas alterações de conteúdo: o aumento radical da primeira seção, a introdução sobre as estéticas da recepção e do efeito, a substituição de textos antes incluídos e o expurgo da introdução geral, tanto por apresentar uma visão demasiado particularizada da teoria da literatura, quanto por conter uma reflexão hoje demasiado datada. Assim, do total dos 24 textos da primeira edição de TEORIA DA LITERATURA EM SUAS FONTES, são mantidos 19, alguns seriamente revisados; além disso, foram acrescentados outros 13, que, não contando o posfácio, formam um conjunto de 32 textos. Cada um dos tópicos apresentados desde a primeira seção permitiria pelo menos um volume da extensão desta obra inteira. Esta antologia compreende tanto textos não dominantemente teóricos quanto basicamente teóricos. Uma obra imprescindível, dada a situação calamitosa do ensino de teoria da literatura nos cursos de letras. É no interior deste círculo de carências que o livro pretende atuar, pondo à disposição do leitor textos relevantes das diversas maneiras de refletir sobre a literatura. Nascido em 1937, o maranhense Luiz Costa Lima é autor de quinze obras de análise literária, entre as quais Lira e antilira, Limites da voz, O controle do imaginário, Mímesis e modernidade e Terra ignota: a construção de Os sertões. Eleito um dos cinco melhores críticos literários do país por uma comissão de escritores e intelectuais formada pelo suplemento Idéias, do Jornal do Brasil, em 1989, Luiz Costa Lima é também professor titular do Departamento de Letras da UERJ e faz parte do programa de pós-graduação de História da PUC / RJ.

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Vol. I     http://www.4shared.com/office/x201JFic/teoria_da_literatura_em_suas_f.html

Vol. II   http://www.4shared.com/office/EnNOBjfG/

 

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“Irene, a teimosa”, por Sharmilla O’hana

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Sharmilla O’hana[1]

Confesso que nunca tinha ouvido falar no filme Irene, a teimosa/ My man Godfrey. De 1936, traz Carole Lombard e William Powell como protagonistas. Irene Bullock, uma jovem rica e mimada, acaba conhecendo Godfrey Smith, um mendigo bonitão e sarcástico. Em uma situação totalmente inusitada, ele aceita o emprego de mordomo na casa dela. O filme me surpreendeu, não por acaso foi indicado a 6 Oscar. É muito divertido e os diálogos são muito inteligentes. Segue um – quando Irene conhece Godfrey no Lixão:Irene: Could you tell me why you live in a place like this when there’s so many other nice places?

Godfrey: You really want to know?

Irene: Oh, I’m very curious.

Godfrey: It’s because my real estate agent felt that the altitude would be very good for my asthma.

Além de um aspecto cênico ou técnico que me chamou a atenção – o figurino belíssimo, devo mencionar a influência no espectador, devido ao momento vivido na época. Irene, a teimosa foi lançado no período da “reconstrução” da moral estadunidense, rebaixada com a depressão econômica, iniciada dez anos com a quebra da bolsa de Nova York. O cinema hollywoodiano da época promovia o otimismo. A mensagem principal era a de alguem que conseguia se recuperar de uma crise, geralmente econômica. Alexander, pai de Irene, se diz falido mas consegue reaver o patrimônio perdido com a ajuda do mordomo, ex-mendigo, que soube poupar seu salário.

O grande trunfo do filme são seus interpretes. Os coadjuvantes são maravilhosos, concentrados em seus papeis de loucos. A narrativa se desenvolve, em grande parte, na mansão dos Bullock – um pai preocupado com as finanças, uma mãe totalmente biruta que só pensa em gastar, seu fiel companheiro também biruta e gastador da fortuna que não é sua, uma filha conscientemente sã e outra completamente insana ou teimosa – como quer o terrível título em português.

Pois bem, é com Irene que concluo este post. A melhor atuação do filme, Carole Lombard morreu aos 34 anos em 1942. Começou no cinema aos 12 e fez alguns curtas até a decada de 1930, que lhe tornou famosa e admirada, principalmente por seu talento. Sua descrição em minha enciclopédia como “[…] uma comediante sublime, dotada de inteligência e personalidade” já é um convite para todos os seus filmes. Foi casada com William Powell, o Godfrey, de quem já estava divorciada quando fizeram o casal protagonista de quem falo aqui. Morreu ao lado de seu então cõnjugue, Clark Gable, um ator execelente. O filme que ele fez com a… Opa! Assunto para outro post. To be continued…


[1] 1001681_1394136597470818_1665541702_nSharmilla O’hana é mestre em Letras, Pela Universidade Federal do Piauí e professora substituta do Departamento de Letras da UFPI.

Licença Creative Commons
O trabalho “Irene, a teimosa, por Sharmilla O’hana” de Sharmilla O’hana está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://teoliteraria.wordpress.com/2014/02/02/irene-a-teimosa-por-sharmilla-ohana/.