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“Irene, a teimosa”, por Sharmilla O’hana

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Sharmilla O’hana[1]

Confesso que nunca tinha ouvido falar no filme Irene, a teimosa/ My man Godfrey. De 1936, traz Carole Lombard e William Powell como protagonistas. Irene Bullock, uma jovem rica e mimada, acaba conhecendo Godfrey Smith, um mendigo bonitão e sarcástico. Em uma situação totalmente inusitada, ele aceita o emprego de mordomo na casa dela. O filme me surpreendeu, não por acaso foi indicado a 6 Oscar. É muito divertido e os diálogos são muito inteligentes. Segue um – quando Irene conhece Godfrey no Lixão:Irene: Could you tell me why you live in a place like this when there’s so many other nice places?

Godfrey: You really want to know?

Irene: Oh, I’m very curious.

Godfrey: It’s because my real estate agent felt that the altitude would be very good for my asthma.

Além de um aspecto cênico ou técnico que me chamou a atenção – o figurino belíssimo, devo mencionar a influência no espectador, devido ao momento vivido na época. Irene, a teimosa foi lançado no período da “reconstrução” da moral estadunidense, rebaixada com a depressão econômica, iniciada dez anos com a quebra da bolsa de Nova York. O cinema hollywoodiano da época promovia o otimismo. A mensagem principal era a de alguem que conseguia se recuperar de uma crise, geralmente econômica. Alexander, pai de Irene, se diz falido mas consegue reaver o patrimônio perdido com a ajuda do mordomo, ex-mendigo, que soube poupar seu salário.

O grande trunfo do filme são seus interpretes. Os coadjuvantes são maravilhosos, concentrados em seus papeis de loucos. A narrativa se desenvolve, em grande parte, na mansão dos Bullock – um pai preocupado com as finanças, uma mãe totalmente biruta que só pensa em gastar, seu fiel companheiro também biruta e gastador da fortuna que não é sua, uma filha conscientemente sã e outra completamente insana ou teimosa – como quer o terrível título em português.

Pois bem, é com Irene que concluo este post. A melhor atuação do filme, Carole Lombard morreu aos 34 anos em 1942. Começou no cinema aos 12 e fez alguns curtas até a decada de 1930, que lhe tornou famosa e admirada, principalmente por seu talento. Sua descrição em minha enciclopédia como “[…] uma comediante sublime, dotada de inteligência e personalidade” já é um convite para todos os seus filmes. Foi casada com William Powell, o Godfrey, de quem já estava divorciada quando fizeram o casal protagonista de quem falo aqui. Morreu ao lado de seu então cõnjugue, Clark Gable, um ator execelente. O filme que ele fez com a… Opa! Assunto para outro post. To be continued…


[1] 1001681_1394136597470818_1665541702_nSharmilla O’hana é mestre em Letras, Pela Universidade Federal do Piauí e professora substituta do Departamento de Letras da UFPI.

Licença Creative Commons
O trabalho “Irene, a teimosa, por Sharmilla O’hana” de Sharmilla O’hana está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://teoliteraria.wordpress.com/2014/02/02/irene-a-teimosa-por-sharmilla-ohana/.

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